Como era possível existir insetos gigantes na pré-história?
Alguns insetos pré-históricos atingiram tamanhos muito maiores que os atuais principalmente porque a atmosfera do passado tinha níveis de oxigênio mais elevados, o que favorecia a respiração desses animais.
Como o oxigênio influenciava o tamanho?
Insetos não possuem pulmões. Eles respiram por uma rede de tubos chamada sistema traqueal, que leva oxigênio diretamente aos tecidos.
Em insetos muito grandes, essa forma de respiração limita a quantidade de oxigênio que consegue chegar às partes mais profundas do corpo.
Quando a concentração de oxigênio atmosférico era maior, essa limitação era menor.
Os insetos eram realmente gigantes?
Alguns eram.
Um exemplo famoso é Meganeura, uma espécie semelhante a uma libélula que viveu há cerca de 300 milhões de anos e podia alcançar uma envergadura próxima de 70 centímetros.
Outros artrópodes terrestres também atingiram dimensões impressionantes, embora nem todos fossem insetos.
O oxigênio era a única explicação?
Não necessariamente.
O tamanho corporal também depende de temperatura, disponibilidade de alimento, predadores, competição e características do próprio organismo.
O elevado oxigênio atmosférico é considerado um dos principais fatores que ajudaram a permitir o gigantismo de alguns artrópodes, mas não explica sozinho todos os casos.
Por que os insetos gigantes desapareceram?
Os níveis de oxigênio atmosférico mudaram ao longo do tempo.
Com a redução dessas concentrações e mudanças nos ambientes, o tamanho extremo tornou-se menos viável para muitos artrópodes.
Além disso, mudanças climáticas e ecológicas alteraram as condições em que essas espécies viviam.
Em resumo
Alguns insetos pré-históricos conseguiam atingir tamanhos enormes porque a concentração de oxigênio na atmosfera era maior, reduzindo uma das principais limitações do sistema respiratório dos insetos.
O oxigênio, porém, foi apenas um dos fatores envolvidos no gigantismo desses animais.
