Furacão prestes a atingir os EUA pode ser a pior tempestade a atingir a região em 100 anos
Enquanto o Furacão Milton ganha força e atinge a categoria cinco, meteorologistas e equipes de emergência se mobilizam para o que tem potencial de ser a tempestade mais agressiva a castigar a costa do Golfo da Flórida em várias décadas. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos já emitiu alertas severos sobre o nível de destruição que o fenômeno pode causar.
Neste momento, o furacão avança pelas águas do Golfo do México e a previsão indica que toque o solo nas proximidades da Baía de Tampa durante a noite de quarta-feira. Mesmo que a expectativa seja de que ele perca intensidade e caia para a categoria três ao alcançar o continente, os especialistas reforçam que o risco para vidas e propriedades continua extremamente alto.
Segundo a Dra. Amanda Rodriguez, meteorologista do Serviço Nacional de Meteorologia, o cenário é potencialmente catastrófico. Ela destaca que, mesmo enfraquecido como categoria três, o Milton tem capacidade para provocar destruição generalizada e enchentes severas em boa parte do território da Flórida.
A rota traçada para a tempestade passa exatamente sobre a Baía de Tampa antes de seguir rumo a Orlando. Quem vive nas zonas costeiras enfrenta o risco de uma maré ciclônica que pode subir até 3,6 metros acima do nível normal do solo. Esse fator, somado aos temporais e ventos violentos, forçou as autoridades a decretarem ordens de evacuação em massa.
Para o Diretor de Gerenciamento de Emergências da Flórida, Carlos Alvarez, a prioridade absoluta é a segurança da população. Ele enfatiza que ignorar as ordens de evacuação em áreas vulneráveis é um risco que não deve ser corrido sob hipótese alguma.
Para dar suporte à operação, a Guarda Nacional da Flórida destacou 5.000 militares para atuar nas desocupações e no socorro imediato, com planos de incorporar mais 3.000 antes do impacto. Trata-se da maior mobilização de evacuação registrada no estado desde a passagem do Furacão Irma, em 2017.
As administrações locais operam em ritmo acelerado para mitigar os estragos. Em coletiva de imprensa, a prefeita de Tampa, Sarah Thompson, detalhou os preparativos municipais, que incluem a proteção de serviços essenciais, a abertura de abrigos e a articulação constante com órgãos estaduais e federais.
Moradores antigos da região acompanham a aproximação do Milton com um sentimento de apreensão que remete a episódios históricos. Tom Garcia, um morador de 70 anos da cidade de São Petersburgo, relata que o tom dos alertas faz com que ele se recordue dos relatos de seus avós sobre o devastador furacão de 1921.
Enquanto o sistema avança, os cientistas seguem rastreando cada mudança em sua trajetória. Embora persistam dúvidas sobre o ponto exato e a força do impacto final, a recomendação oficial é unânime: adotar precauções máximas.
A Dra. Rodriguez lembra que o perigo vai muito além dos ventos velozes. A soma da maré de tempestade com os volumes extremos de chuva e rajadas contínuas cria um cenário de risco severo, inclusive em localidades que fiquem fora da rota direta do olho do furacão.
Com o momento do impacto cada vez mais próximo, as cidades da Costa do Golfo da Flórida unem forças e aguardam a chegada dessa tempestade implacável.
