Homem no corredor da morte escolhe método de execução brutal que não é usado há 15 anos

Homem no corredor da morte escolhe método de execução brutal que não é usado há 15 anos

Condenado à morte nos Estados Unidos escolhe fuzilamento após 15 anos sem uso do método

Brad Sigmon, um homem de 67 anos que cumpre pena no corredor da morte desde 2001 por um duplo homicídio, está prestes a protagonizar uma execução inédita nos Estados Unidos nas últimas décadas. A data marcada para o procedimento é 7 de março de 2025, na Carolina do Sul.

O estado alterou suas regras recentemente, dando aos prisioneiros o direito de escolher como desejam ser executados, entre três opções: cadeira elétrica, injeção letal ou pelotão de fuzilamento. Caso o detento decida não se manifestar, o protocolo padrão aplicado é a cadeira elétrica.

O crime que levou Sigmon ao corredor da morte aconteceu no condado de Greenville. Ele invadiu a residência dos pais de sua ex-companheira, Rebecca Barbre, e os matou espancados com um taco de beisebol. Na sequência, sequestrou Rebecca sob a mira de uma arma. A mulher conseguiu saltar do veículo em movimento enquanto ele tentava disparar contra ela, escapando com vida. Além das sentenças de morte pelos assassinatos, ele acumulou uma pena adicional de 30 anos por invasão domiciliar agravada.

Depois de ver diversas apelações judiciais serem rejeitadas, Sigmon tomou a decisão de encarar o pelotão de fuzilamento. Com isso, ele se tornará o primeiro detento a passar por esse tipo de execução no país desde 2010, quando Ronnie Lee Gardner foi fuzilado em Utah. Desde 1976, apenas três execuções por fuzilamento foram registradas em território americano.

Homem no corredor da morte escolhe método de execução brutal que não é usado há 15 anos

Conforme relatos divulgados pelo The New York Post, o protocolo prevê que o condenado seja atado a uma cadeira com um capuz cobrindo o rosto. Um alvo específico será afixado na altura do coração, enquanto três atiradores voluntários, posicionados a uma distância de cerca de 4,5 metros, farão os disparos através de uma abertura estreita. O ato ocorrerá nas dependências da Broad River Correctional Institution, na cidade de Columbia.

A defesa do prisioneiro esclareceu os motivos por trás da escolha. O advogado Gerald Bo King afirmou que seu cliente descartou de imediato a cadeira elétrica por receio de sofrer queimaduras graves. A injeção letal também foi rejeitada após a repercussão de execuções recentes na Carolina do Sul, nas quais os detentos teriam permanecido conscientes por mais de 20 minutos após receberem os compostos químicos. Segundo o defensor, embora consciente da brutalidade do fuzilamento, Sigmon o encarou como a alternativa menos dolorosa entre as opções viáveis.

Representantes da defesa reforçaram que o prisioneiro compreende o peso de sua decisão, tanto para si próprio quanto para familiares e testemunhas oculares. A escolha reflete um cenário de desconfiança em relação à transparência do sistema estadual quanto à eficácia dos procedimentos letais.

O desfecho desse caso marca um momento de grande repercussão no debate sobre a pena de morte nos Estados Unidos, evidenciando as discussões éticas, legais e humanas em torno dos métodos aplicados pelo sistema prisional.

Paulo Bravo

Paulo Bravo

CEO e Fundador do Blog Detalhe Curioso (2024). Além de criar conteúdos digitais desde 2024, sou formado em Contabilidade pela Faculdade de Economia da UAN. Autodidata, apaixonado por conhecimento, criei o Detalhe Curioso para compartilhar Mistérios e Curiosidades do Mundo.

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