Mulher atlética, de 25 anos, cuja dor nas costas foi diagnosticada como ciática, morre 10 meses depois de câncer nos ossos
Em 2020, uma jovem britânica de espírito ativo e sem qualquer histórico de problemas de saúde começou a notar um incômodo nas costas que mudaria tragicamente a rotina de sua família. Kate Drummond tinha 25 anos quando o desconforto na região lombar deu as caras. Como milhões de pessoas naquela época, ela trabalhava em regime remoto devido à pandemia e acreditou que a dor fosse apenas reflexo da má postura ou de uma cadeira inadequada em seu escritório improvisado.
Apesar de ajustar a rotina e praticar alongamentos, a dor persistiu. No início de 2021, o incômodo desceu para o quadril. Sendo uma pessoa atlética e adepta de treinos intensos, Kate imaginou que o problema pudesse ser o excesso de exercícios. Contudo, nos meses seguintes, a situação se agravou. A região do quadril passou a apresentar um leve inchaço e ficava quente ao toque.
Preocupada, ela consultou um médico, realizou exames de sangue que apontaram taxas elevadas de inflamação e foi encaminhada ao pronto-socorro. Após novos exames e um raio-X, os profissionais diagnosticaram uma aparente ciática, condição que afeta o nervo ciático e gera dores ou formigamento nas pernas. De acordo com o sistema de saúde britânico, a ciática costuma melhorar em algumas semanas e dificilmente se manifesta apenas como dor nas costas em pacientes jovens, mas os médicos seguiram com esse diagnóstico inicial.
Como a dor não dava trégua e a mobilidade de Kate se deteriorava dia após dia, ela decidiu pagar por uma ressonância magnética particular em julho de 2021. O exame revelou um tumor do tamanho de uma toranja na pelve, além de lesões espalhadas pela coluna. Uma biópsia realizada em Birmingham trouxe a dura revelação: tratava-se de sarcoma de Ewing, um tipo raro de câncer que surge nos ossos ou tecidos moles.
A doença já estava em estágio avançado e, em poucas semanas, as células malignas se espalharam para pulmões, fígado, crânio e mandíbula. O tratamento com quimioterapia e radioterapia foi iniciado de imediato, e Kate manteve uma postura corajosa diante do prognóstico reservado. Porém, em janeiro de 2022, seus órgãos começaram a falhar e a saúde declinou rapidamente. Ela faleceu em 17 de março do mesmo ano, menos de dez meses após o diagnóstico de ciática. A família descobriu mais tarde que o tumor possivelmente já estava em seu corpo havia dois anos.
Hoje, a irmã de Kate, Kelly, atua na conscientização sobre o sarcoma de Ewing e apoia campanhas da Bone Cancer Research Trust. Ela enfatiza que, diante de dores persistentes que não desaparecem, é fundamental buscar exames detalhados e não ignorar os sinais do corpo, independentemente da idade ou da boa forma física. A trajetória de Kate permanece como um forte alerta sobre a importância de escutar os próprios sintomas e buscar uma segunda opinião médica quando algo parece fora do normal.
