O lado em que você realmente dorme pode ter efeitos diferentes no seu corpo
Quando o assunto é garantir uma boa noite de descanso, é muito comum ouvirmos recomendações sobre quantas horas devemos dormir, qual a postura ideal e quais truques podem ajudar a pegar no sono mais rápido. No entanto, novas análises trazidas pelo especialista em sono James Leinhardt colocam em xeque velhos mitos sobre o que realmente significa dormir bem.
Por muito tempo, a meta das oito horas de sono foi tratada como uma regra absoluta e inquestionável. Leinhardt aponta que essa ideia é, na verdade, um equívoco. Segundo ele, o foco principal deveria estar na qualidade do descanso, e não em cumprir uma quantidade rígida de horas. Essa nova perspectiva encontra respaldo em dados científicos que indicam que menos de 20% da população atinge regularmente a marca das oito horas.
Mais do que se preocupar com um relógio, o segredo está em como o corpo reage ao despertar. Seja levantando cedo ou desfrutando de algumas horas a mais na cama, a sensação de renovação e energia ao acordar é o verdadeiro termômetro de uma noite bem dormida.
No que diz respeito à postura na hora de deitar, nem todas as posições oferecem os mesmos benefícios. Leinhardt destaca duas alternativas principais para um descanso eficiente:
Deitar de costas: Essa postura oferece suporte natural para a coluna, espalhando o peso do corpo de maneira equilibrada pelo colchão. Para elevar o nível de conforto, o especialista recomenda colocar um travesseiro por baixo dos joelhos, o que ajuda a inclinar levemente a pelve e garante que uma área maior das costas toque a superfície da cama.
Deitar de lado: Dados clínicos apontam que a postura lateral reduz a pressão sobre a coluna vertebral. A chave para o sucesso aqui é o alinhamento corporal correto, mantendo a orelha, o ombro, o quadril, o joelho e o tornozelo em uma linha vertical perfeita.
Embora a decisão entre deitar para o lado esquerdo ou direito costuma ser apenas uma questão de hábito, existem diferenças importantes a considerar. A Fundação do Sono aponta que a posição voltada para o lado esquerdo traz vantagens expressivas para mulheres grávidas e para quem sofre de refluxo gastroesofágico. Em contrapartida, o lado direito pode ser mais favorável para portadores de determinadas condições cardíacas.
Leinhardt detalha essas variações ao afirmar que pessoas com pressão alta geralmente se beneficiam ao dormir viradas para o lado direito, enquanto aquelas que lidam com refluxo ou gestação recebem a recomendação de se posicionarem para o lado esquerdo.
Para quem não possui nenhuma condição de saúde restritiva, a sugestão é alternar o lado em que dorme ao longo da noite. Essa prática simples ajuda a evitar a sobrecarga de pressão em apenas um lado do corpo, elevando o aproveitamento do descanso.
Fica evidente que uma fórmula única não se aplica a todas as pessoas quando o assunto é o descanso noturno. O principal ensinamento é a necessidade de personalizar hábitos. Ao priorizar a qualidade do sono e identificar as posições que melhor atendem às características do próprio corpo, é possível abandonar regras engessadas e conquistar noites muito mais proveitosas.
O propósito final não é apenas passar determinado tempo na cama, mas sim despertar com disposição para encarar a rotina. Testar novas posições e observar como o corpo reage ao longo dos dias é o caminho mais seguro para encontrar a rotina de sono perfeita.
