Como ficou a ‘mulher-girafa’, que passou 5 anos com anéis no pescoço?
Como ficou a mulher-girafa que passou 5 anos com anéis no pescoço
Sydney Smith, uma moradora de Los Angeles, na Califórnia, atualmente com 37 anos, chamou a atenção do mundo devido a um projeto bastante peculiar. Fascinada por girafas e pelas tradições do povo Kayan, no Sudeste Asiático, ela decidiu passar cinco anos tentando alongar o pescoço com o auxílio de pesados anéis de metal feitos sob medida.
Apelidada de a mulher-girafa, Sydney tinha o intuito de conquistar notoriedade global por causa de um pescoço fora do comum. Com o passar do tempo, ela foi adicionando mais peças até acumular 15 anéis, que juntos pesavam cerca de 2,3 quilos. A lógica por trás do método era fazer com que o peso empurrasse a clavícula para baixo, esticando a região cervical gradualmente.
Contudo, a experiência chegou ao fim quando Sydney percebeu que os adereços estavam controlando sua rotina e atrapalhando suas atividades diárias. Segundo ela, era impossível levar uma vida normal nos Estados Unidos carregando quinze aros metálicos no pescoço.
A rotina com os ornamentos exigia sacrifícios extremos. Sydney relatou que, para manter aquele estilo de vida, a pessoa precisaria se isolar completamente da sociedade, sem precisar sair de casa, trabalhar ou dirigir.
O uso prolongado cobrou seu preço e afetou a saúde mental da americana, que se tornou cada vez mais reclusa. Ela sentia que sua individualidade havia desaparecido, virando refém da própria imagem.
Assim que retirou os anéis, Sydney enfrentou sequelas físicas, como hematomas intensos na região da clavícula. Ela descreveu a sensação de fraqueza no pescoço comparando-o a gravetos frágeis. Para recuperar a mobilidade e tratar a rigidez muscular acumulada ao longo dos anos, ela precisou de sessões de fisioterapia duas vezes por semana.
Apesar das dificuldades e das marcas deixadas no corpo, Sydney garante que não guarda arrependimentos. Ela ainda carrega com orgulho o título de mulher-girafa e acredita que houve um pequeno alongamento real em sua estrutura corporal durante o processo, embora o resultado visual não tenha sido tão radical quanto muitos imaginam.
Muitos acreditam que o pescoço continua extremamente longo após a remoção, mas a realidade é diferente. O corpo acaba retornando ao formato natural, embora ela sinta que a região permaneça um pouco mais longa do que antes de iniciar a prática.
Paradoxalmente, Sydney confessa que sente saudade de algumas sensações daquela época. Ela gostava do toque dos metais e achava o peso constante sobre as clavículas algo estranhamente reconfortante.
